sexta-feira, novembro 10, 2006

janelas sem casa


Sentes necessidade de abrir uma janela, quando te escondes atrás de um muro, ou se dele quiseres fugir…

In” apontamentos para um manual da serenidade", ou como, por vezes uma janela, esconde a nossa prisão, mas não o nosso olhar, ou como, a janela é simultaneamente a nossa necessidade de prisão e de liberdade, porque quando te expões a uma liberdade intensa procuras o muro de um lar, e quando te deparas confinado a este, abres uma janela para veres o Mundo que te liberta o olhar...)

quarta-feira, outubro 25, 2006

abandonos


lagartas (metamorfoses, da sombra? ou borboleta,,,inteira?)

Rastejo-me incolor na sombra, passos invertidos do ver. Restam-me as asas e o ir,,,sem saber…

domingo, outubro 22, 2006

para além de mim

hibernações

Escondo-me no abrigo de uma árvore,
qualquer,
enquanto a alma hiberna,
sozinha.
No ensombro, escrevo memórias espaças de um voo de mocho enamorado pela lua,
menina.
Caiu a noite, não há histórias nem sonhos...
Há uma transparência cristalina que aguarda o instante, de voltar a ter cor,
sem cinzentos-neblina.
Dorme, a alma,
talvez cansada,
talvez dorida,
dorme,
sossegada,
abraçada na arvore da vida…